Febre do Nilo Ocidental em Santa Catarina: O que você precisa saber e como se proteger

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Santa Catarina registrou recentemente seus primeiros casos de Febre do Nilo Ocidental na história. Embora o assunto exija atenção, a Secretaria de Estado da Saúde reforça que a grande maioria das infecções não causa sintomas graves e que medidas simples de prevenção em nossa rotina diária são altamente eficazes para nos proteger

Abaixo, explicamos de forma simples e clara o que é a doença, quais são os fatos reais em nosso estado e como agir no dia a dia para manter sua família segura.

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Os fatos: O cenário atual em Santa Catarina

Recentemente, a SES confirmou os dois primeiros registros da doença em território catarinense. O primeiro caso foi o de um homem de 56 anos, morador de Caçador (no Meio-Oeste do estado), que apresentou a infecção, recebeu os cuidados médicos e já teve alta hospitalar. O segundo caso, infelizmente, evoluiu para óbito: uma idosa de 77 anos, moradora de Imbituba (no Sul do estado), que faleceu em 8 de agosto. Ambos os pacientes apresentaram manifestações neurológicas.

Atualmente, as autoridades de saúde realizam uma investigação epidemiológica contínua para mapear com precisão os locais exatos onde essas infecções ocorreram. Em todo o Brasil, foram confirmados apenas quatro casos da doença em 2026: dois em Santa Catarina e dois em São Paulo, além de um caso provável sob investigação no Piauí.

Sem pânico: Como a doença é transmitida

Para evitar preocupações desnecessárias, é fundamental compreender como funciona o ciclo de transmissão da Febre do Nilo Ocidental:

  • O transmissor: O vírus é transmitido principalmente pela picada do mosquito comum (gênero Culex, conhecido popularmente como pernilongo ou muriçoca). Não há relação de transmissão com o mosquito da dengue (Aedes aegypti) para essa doença.

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  • O ciclo na natureza: O vírus circula naturalmente entre os mosquitos comuns e as aves silvestres, que são os hospedeiros naturais da doença.

  • O papel humano: Nós, seres humanos, assim como outros mamíferos (como os cavalos), somos considerados “hospedeiros acidentais”. Isso significa que podemos contrair o vírus ao sermos picados por um mosquito infectado, mas não transmitimos o vírus de volta para outros mosquitos.

  • Não há contágio direto: A Febre do Nilo Ocidental não é contagiosa. Ela não se transmite de pessoa para pessoa, e também não há transmissão direta de aves para seres humanos. O convívio e o contato direto com uma pessoa doente são totalmente seguros.

Sintomas: O que observar?

A grande maioria das pessoas que entra em contato com o vírus não desenvolve qualquer complicação:

  • Casos assintomáticos (80%): Estima-se que cerca de 80% das pessoas infectadas não apresentam nenhum tipo de sintoma.

  • Sintomas leves (20%): Cerca de 20% das pessoas desenvolvem uma forma leve da doença. Os sintomas costumam incluir febre de início súbito, dor de cabeça, dor no corpo e nos músculos, mal-estar geral, náuseas, vômitos, dor nos olhos, manchas vermelhas na pele ou ínguas. Como esses sinais são muito parecidos com os da dengue ou zika, o diagnóstico médico é essencial para diferenciar as doenças.

  • Casos graves (raros): Apenas cerca de 1 em cada 150 indivíduos infectados pode desenvolver quadros neurológicos graves, como meningite ou encefalite.

⚠️ A orientação de saúde: Se você ou algum familiar apresentar febre acompanhada de sintomas neurológicos — tais como confusão mental, desorientação, fraqueza muscular importante ou perda de força repentina —, procure imediatamente uma unidade de saúde. Lembre-se de relatar ao profissional médico se houve exposição recente a picadas de mosquitos. O diagnóstico é realizado por meio de exame de sangue específico, que deve ser coletado o quanto antes.

Foco total em prevenção: Como se proteger em Santa Catarina

Como não existe vacina recomendada ou tratamento antiviral específico para a doença em humanos no Brasil (o tratamento é focado no alívio dos sintomas, repouso e hidratação), a prevenção é a nossa principal e mais poderosa ferramenta.

Você pode adotar hábitos simples no seu dia a dia para proteger sua família e sua casa:

  1. Use repelente regularmente: Aplique o produto na pele exposta sempre que estiver em áreas com presença de mosquitos.
  2. Proteja sua casa: Instale telas em portas e janelas para impedir a entrada de pernilongos no ambiente doméstico.
  3. Evite horários de maior atividade: Reduza a exposição ao ar livre nos períodos do amanhecer e do entardecer, que são os horários de maior atividade dos mosquitos transmissores.
  4. Use roupas protetoras: Quando estiver em ambientes com muitos insetos (como áreas rurais, de mata ou margens de rios), prefira roupas de mangas longas e calças para cobrir o máximo de pele possível.
  5. Combata a água parada: Assim como fazemos no combate à dengue, evite deixar água parada acumulada em recipientes, vasos ou garrafas, impedindo a proliferação dos mosquitos.
  6. Mantenha o quintal limpo: Cuide da manutenção de calhas, não despeje lixo em valas, valetas, margens de córregos ou rios, e mantenha os arredores de casa sempre limpos.
  7. Cuidado com animais silvestres: Nunca manuseie animais mortos, principalmente aves. Caso encontre aves silvestres mortas na sua região, evite o toque e acione as autoridades de saúde do seu município.

A Febre do Nilo Ocidental em Santa Catarina exige atenção e cuidados preventivos básicos, mas não há motivo para alarme. Com a informação correta e a eliminação dos criadouros de mosquitos comuns, nosso estado continuará protegido e saudável.

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